Joseildo leva crise da laranja baiana ao Governo Federal e cobra medidas para proteger produtores e empregos.
Deputado apresenta à ministra Fernanda Machiaveli propostas construídas com produtores e gestores do Litoral Norte; Bahia é o quarto maior produtor de laranja do Brasil, mas enfrenta queda de preços e dificuldades para escoar a safra
Uma fruta que movimenta a economia de dezenas de municípios baianos corre o risco de ficar no pé. Diante da crise de comercialização que atinge a citricultura do Litoral Norte e Agreste da Bahia, o deputado federal Joseildo Ramos (PT-BA) leva ao Governo Federal, nesta quarta-feira (12), uma agenda de medidas emergenciais e estruturantes para proteger os produtores, garantir o escoamento da safra e fortalecer a cadeia produtiva da laranja no estado.
As reivindicações serão apresentadas à ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, durante e resultam da mobilização de produtores, cooperativas, associações, prefeituras e representantes da cadeia produtiva reunidos em Esplanada, no Litoral Norte baiano.
O tamanho econômico da atividade ajuda a dimensionar a urgência. Segundo a Produção Agrícola Municipal do IBGE, a Bahia produziu 604,5 mil toneladas de laranja em 2024, em uma área colhida de 48,9 mil hectares. Com esse volume, o estado ocupa a quarta posição no ranking brasileiro, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná e à frente de Sergipe.
Mas os números também revelam um dos desafios estruturais do setor. O rendimento médio baiano foi de 12,35 toneladas por hectare, enquanto São Paulo alcançou 33,85 t/ha e o Paraná, 32,96 t/ha.
Laranja tem. O que falta é mercado.
A crise atual não decorre simplesmente da falta de produção. O problema central apontado pelos produtores é justamente conseguir vender a fruta por um preço capaz de sustentar a atividade.
O diagnóstico apresentado pelas organizações da região, durante a Reunião Regional da Citricultura, realizada no município de Esplanada–BA, em 21 de julho de 2026, relata redução do número de compradores, limitação do volume recebido pelas beneficiadoras e laranja permanecendo nos pomares sem comercialização. Há relatos, reunidos no documento entregue ao Governo Federal, de ofertas próximas a R$ 250 por tonelada da laranja destinada à indústria e entregue na fábrica.
O cenário não é isolado. Em março de 2026, a própria Secretaria da Agricultura da Bahia registrou oficialmente que a citricultura enfrentava queda de preços provocada pelo excesso de oferta e apontou, entre as alternativas discutidas pelo setor, a atuação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Para Joseildo Ramos, engenheiro agrônomo e parlamentar com atuação voltada à agricultura familiar, enfrentar a crise exige combinar uma resposta imediata para quem precisa vender a safra agora com uma política capaz de reduzir a vulnerabilidade da cadeia produtiva nos próximos anos.
“Não podemos aceitar que uma região produza riqueza e, na hora da colheita, o agricultor tenha que escolher entre vender abaixo do custo ou assistir à laranja apodrecer no pé. Estamos falando de trabalho, renda e da economia de municípios inteiros. A resposta precisa começar agora, garantindo mercado para a safra, mas também precisa preparar a Bahia para produzir, processar e agregar valor à sua própria laranja”, afirma Joseildo.
Presença Confirmada
Também irão participar da Audiência com a Ministra do MDA Fernanda Machiaveli e o Deputado Federal Joseildo Ramos, nesta quarta-feira (12), Gustavo Carmo, Prefeito de Alagoinhas/Ba; Luciano Sérgio, Vice-Prefeito de Alagoinhas; Nandinho da Serraria, Prefeito de Esplanada; Tytta Ferreira - Superintende do MDA/BA; Jan da Laranja – Prefeito de Rio Real; Everson Costa (Binho de Vera), Vice-Prefeito de Rio Real; Ubiramar Bispo de Souza, membro da Comissão Municipal de Sustentabilidade Territorial (COMUST), representando a entidade da Agricultura Familiar, o Centro Agroecológico do Litoral Norte (CEALNOR), membro do Colegiado de Desenvolvimento Territorial Litoral Norte e Agreste Baiano (CODETER-LNAB) e Membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf); Branco Sales, Prefeito de Cardeal da Silva e Presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Litoral Norte e Agreste Baiano; Hugo Simões, Prefeito de Inhambupe; Robson Fortunato Silveira, Liderança do Litoral Norte; Leandro Dantas, Prefeito de Crisópolis; Jadiel Souza, Prefeito de Acajutiba; Carina de Ataíde, Prefeita de Aporá; Gildásio Mendes, Prefeito de Jandaíra; Manoelito Argolo, Prefeito de Entre Rios; Adenilson de Andrade Santos (Zagueiro), Vereador de Esplanada; André Henrique Amorim de Lima, Secretário de Agricultura de Esplanada; Luiz Alves, presidente do assentamento Boa Vista; Alessandro Santos (Magrão), Liderança Política de Esplanada; e Maristela Macedo – Chefe de Gabinete em Brasília.
Fonte e Foto: Assessoria de Comunicação
Deputado Federal Joseildo Ramos (PT-BA)
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