Moraes é acusado de advocacia administrativa em novo pedido de impeachment

 




Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE),Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF) protocolaram, nesta terça-feira (23), pedidos de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pela prática de advocacia administrativa. As denúncias foram endereçadas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


O Código Penal tipifica o delito em seu artigo 321, conceituando-o como "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário público." As penas podem chegar a um ano de prisão e multa.


Os senadores apontam para uma reportagem do jornal O Globo que revela reuniões entre Moraes e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo. A reunião teria como pauta a situação do Banco Master, instituição que já foi defendida pela esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes. O contrato de prestação de serviços advocatícios somou R$ 129 milhões.



Em nota, Moraes disse que se reuniu com Galípolo para tratar das sanções da Lei Magnitsky, versão que foi confirmada pelo Banco Central. Ambos não falaram acerca do Banco Master. O dono da empresa, Daniel Vorcaro, foi preso por suspeita de fraude. A prisão ocorreu no mesmo dia em que foi decretada a liquidação da instituição financeira.


Fonte: Gazeta do Povo 

Foto: Reprodução 

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